
Oxum (imagem scanneada, cor, 2009)
A força em força! Em atos que tocam a diversidade, gosto de me deliciar com as tecnologias associadas ao banho de Oxum. A cultura digital evoca artimanhas... Uma ar (re)corrente me absorve entre cultura e extensão corporal para pensar a diversidade, estrategicamente, como reiteração discursiva. Nalgum momento, surge um homem deitado sobre os braços de outro - como a madona que cuida do filho. E não quero final trágico com cenas violentas. O desfecho deve possibilitar a completude do afeto. Se a cena insinua segredos e místérios é melhor se prepaprar. Um ser frágil sempre está à procura de um amor na vida (Eros), ao retratar a união. Por parte de quem julga, é (re)conhecer esse amor, conduzindo uma ação afirmativa em prol da diversidade humana. Ou seria o medo, o pavor, de lidar com a imagem da felicidade? E olha que, aqui, nada é ou está invertido! As inquietações são muitas e é preciso ser maleável para indagar as propriedades de tais agudezas. Neste fluxo, sugiro uma postura provocativa e desafiadora para a afetividade. É sentir no Outro a capacidade de relacionar – como dado comunicacional de uma natureza transideológica, em uma suspensão filosófica sem gerar desconfortos. Busco, incondicionalmente, a delicadeza de uma política do afeto: a voz sofisticada que pulsa a acuidade magistral e fascinante, encantada pelo deleite de assinar uma qualidade inventiva. Seria uma projeção identificatória que aproximaria e alicerçaria as relações humanas?
Escrito por Wilton Garcia às 12:10
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