
Folhas (montagem, cor, 2009)
Ornamentos da vida Eis algumas inquietações: quando será que a gente vai deixar de prestar atenção apenas no consumo e na tecnologia em prol da vida humana? Largar as máquinas e propor o desafio de olhar verdadeiramente nos olhos alheios? Quando será possível deixar de calcular o lucro e passar a dividir a alegria com o Outro ao curtir a felicidade? Ou seria ingenuidade achar que isso é possível? Depois que todos forem mortos, então, não sobrará mais nada. Você ficará sozinho, porque permitiu que isso acontecesse e não teve atitude proveitosa para tocar a sensibilidade do Outro. Ou será que esse Outro pra você não mais existe em razão do capital? Salvamos os documentos no computador e esquecemos de salvar as relações humanas? E se o sol bater na janela do quarto, pense que alguém pode chamar por você clamando ajuda. Não reclame, pois nem seria um grito de desespero, mas simplesmente o afeto que você pode doar para qualquer um. O eco da voz vibrante pede socorro sofrido, embora a alegria do seu sorriso provocará uma estado letárgico de compensações. Isso deixa de ser dado provisório para penetrar na comunhão que fortalece. Aproximar, sentir e tocar faz parte da vida. Fale uma coisa bacana que possa, de fato, permear a qualidade de SER e ESTAR e não espere uma resposta imediata. Olhe para você. Trate de se soltar mais e respirar. Tente caminhar junto para que o Outro possa, também, seguir bons passos; como quem projeta um estágio intermediário entre essa e aquela condição futura - de prosperidade. A imagem que ressalto (ornamento) já aconteceu contigo?
Escrito por Wilton Garcia às 11:43
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