
Coisa (desenho digital, 2009)
Extensões A extensão amplia, complementa, distorce, partilha! Uma modulação estruturante se (re)faz e se atualiza diante das marcas (inter/trans)textuais criativas que a(di)cionam o saber compartilhado em extensões. Penso nos desafios de saberes que tentam, de alguma maneira, ampliar as resultantes e suas variáveis. É um ato de intermediar a fantasmática do "como se fosse", para além de um mero resultado previsível com a novidade recorrente, oportuna, que demonstra "nova/outra" significação emergente. Uma coisa aparece no meu caderno de anotações como traço poético feito de caneta azul. Descrevo como uma bolha engraçada, redonda, em formato quase circular e sem retas. Solta, ela descansa numa pose que instaura o bichinho em sua completa plenitude - de cabeção. Talvez, seja elemento orgânico que afina meu olhar sobre vestígios íntimos que vasculham e exploram a maleabilidade dessa representação visual. Ou, também, pode ser a expressão de um espírito que se manifesta quando quer. A ilustração permite brincar, combinar e exemplificar uma flexibilidade necessária de deslocamentos para abordar o elemento lúdico, ao mesmo tempo comunicacional. É uma pequena estratégia discursiva para compor a mensagem que se estende sobre o leitor/interator. Diante disso, torna-se relevante avançar com a possibilidade de representar sistematicamente a façanha das tecnologias de informação; agora, abarcada pelo (des)envolvimento do mercado e do pensamento contemporâneo. Para atualizar a informação, o futuro digital reconfigura imagens e textos, cujos aparatos instrumentais/ferramentais não conseguem equacionar a própria produção do conhecimento. Trava-se a dinâmica argumentativa/reflexiva da comunicação em diálogo com a educação. O que queremos para o processo de ensino-aprendizagem?
Escrito por Wilton Garcia às 10:59
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