O começo é sempre mais difícil quando se pensa em alterar o cotidiano. Isso até a engrenagem ativar o ritmo crescente das turbinas. Na ferrovia, o trem desloca com a facilidade do tempo que ocupa a clareira de cada espaço percorrido, em alta velocidade.
Estamos voando... flutuando - em um designo acelerado - sobre as marcas (des)necessárias para garantir um novo estado de representação das coisas no mundo. Por isso, as pedras no caminho podem garantir a leveza impactante do vento que sopra sobre elas.
Vagar pelas trilhas da imaginação ressalta desafios incongruentes, em que cada lógica se desprende da realidade adquirida na experimentação dos fatos. O que acontece contigo pode desabrochar novas perspectivas inimagináveis. Então, permita que o sol adentre seu próprio interior.
Ontem, foi aniversário da minha amiga/irmã Rosana. E hoje é do primo Ricardo.
Quando será o seu?
Escrito por Wilton Garcia às 08:47
Ticket (imagem digital, 2012)
Começar de novo
Na expectativa de alterar as coisas no mundo, torna-se necessário uma (re)avaliação intrínseca do sujeito. Procurar, internamente, qualquer tipo de resposta às suas questões.
Você pode voar no mundo, mas retorna ao seu referente, como Paraíso Perdido com o tempo.
Daquilo que emerge a partir do imaginário, ressalta-se a imagem!
Escrito por Wilton Garcia às 18:56
Esboço digital (cor, 2011)
Acreditar
Atravessar a passagem de Ano Novo com a expectativa de alcançar novos resultados. Também, olhar para trás e avaliar o que foi bom e o que se pode melhorar. Fazer da felicidade uma causa maior.
E, com dignidade, caminhar rumo ao desconhecido. Prumar sobre as ondas do mar, diante do dourado reluzido pelo Deus Sol. Prever o que se pode e aguardar para que a colheita seja, cada vez mais, farta.
Na aventura do Destino, atirar sobre as montanhas em um espaço reservado ao sabor de imagens compartilhadas entre entes queridos. Viajei um dia inteiro com meus irmãos e minha mãe, em busca de um aconchego familiar que pudessse aliviar nosso Ser/Estar. Uma morada de Minas.
Isto é apostar tanto no presente quanto no futuro, sem esquecer o passado.
Q venha o Ano Bom...
Escrito por Wilton Garcia às 10:36
$$$
As compras
Como mágico artifício das marcas que sobrepõem aos produtos, mercado e mídia se juntam para celebrar, cada vez mais, o consumo na sociedade contemporânea. O modo de expor mercadorias e serviços implementa-se tanto pelo marketing quanto pela publicidade, com estratégias eficientes para acelerar a ansiedade das compras. Ironicamente, para ser sujeito basta comprar!
Seria, talvez, um vazio existencial da carência humana, a ser preenchido pela máxima caricatura absurda do frenético descontrole (inter)subjetivo. Longe da satisfação, mas combinado à lógica compulsiva de desafios, as condições adaptativas das regulações representacionais equivalem ao esforço percepto-cognitivo de experiências entre afetividade, desejo e realização.
Por isso, devemos ser mais crítico - para além de uma mera denúncia de valores - a se investigar sobre as coisas no mundo!
Da cultura digital ao uso da internet, estabelece-se uma sofisticação própria da aparência relacional das máquinas a fim de ativar as tecnologias emergentes: computadores, telefones celulares, tablets digitais etc. A compreensão desse tecnológico amplia o vivenciar humano - de modo desgovernado - às diferentes camadas de uma viagem virtual, que (re)configura o sentir.
O q vc vai consumir neste Natal?
Escrito por Wilton Garcia às 09:42
Esboço (2011)
Entre o começo e o fim
O que finaliza uma etapa do destino abre espaço para retomar sua jornada a ser seguida. Em frente, avante, sem parar vamos caminhando...
O término remete ao (re)começo, como ciclo que se acende no movimento de translação e rotação de objetos, contextos, representações, imagens e subjetividades. Não há fim! Na passagem da vida, as portas (de)marcam apenas uma alternativa a ser cumprida. A experimentação permite um destaque: um eixo de fendas: uma hiato, uma lacuna.
Entre aquilo que foi estabelecido e o que pode dividir uma (des)temporalidade imprecisa entre passado, presente e futuro. Zara tempo...
Bobagem achar que ele corresponderia, de fato, ao desafio de acompanhar a aventura do desejo, até no momento de sua morte/sorte. Quem pode contigo? Forte seria deixar de atravessar o amor, pois acidentes e atropelos acontecem!!!
Escrito por Wilton Garcia às 10:02
Fragmentos (tríptico de foto digital, 2011)
11011011
Eis o esforço de tentar contornar, mais uma vez, a intensidade da palavra cantada em gesto. Entre a imagem e o movimento recorrente que enlaçam as palmas das mãos, emerge o enigma dessa presente data - 11.11.11 - que registra a unidade mínima de representação do código binário (0-1), no fluxo de continuidade...
São duas cenas acontecidas nesta semana. A primeira (re)vela uma senhora bem vestida de tons marrom, pedindo esmola em uma rua próxima da Av. Paulista. Em sua loucura, falava de uma perseguição cuja família foi morta pelo vizinho e a procurava naquele instante. Do olhar intenso, estava nervosa com a fala pequena e o descontrole emocional do corpo que tremia. Parece que não pensava. Balbuciava!
Já a segunda cena foi em uma grande livraria, na mesma região, em que uma figura performática numa maquiagem extravagante surge sorrateiramente na mesa de café para pedir ajuda. Em um golpe de frenesi, caminhava pelo estabelecimento em busca de algo perdido entre afeto, carência e relação. Por isso, talvez, deixava se perceber em deslocamento constante. Até ganhou um autógrafo do Pelé.
O q vc tem visto/lido por aí?
Escrito por Wilton Garcia às 07:17
capa (16x23cm, 2011)
Olá,
Vamos fazer uma grande festa!!! Dia 10/11, às 18:30h será o lançamento do meu novo livro, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo/SP.
Av. Paulista, 509 - Loja 17 (piso superior). Conto com sua presença!
Escrito por Wilton Garcia às 18:50
Textura (foto digital, cor, 2011)
No stand up
Alguém, por favor, pode apagar a luz ao sair no final?
Lamenta-se o descompromisso da/na sociedade contemporânea. Vivencia-se a mediocridade frenética de relaxar e sorrir, em prol de qualquer piada sem graça - aquela considerada, talvez, humor inteligente. Será mesmo?
A superfície da informação toma conta no mundo do riso (falsificado), em que o entretenimento pega carona - na rotina do cotidiano - para tentar transformar a vida em uma mera brincadeira, longe da atitude profissional de um palhaço. Uma mensagem fraca, massificada e superficial parece agradar aos desavisados a gargalhar.
Moro em frente uma casa de espetáculo stand up e observo, frequentemente, a fila de pessoas para entrar. Alguém consome seu dinheiro... E isso não é uma piada. Como a bola da vez, essa poderia ser a diversão do momento!
Então, fico a me perguntar: o que será que as pessoas procuram nesse prazer de debochar da vida alheia? Prezo para que o prazer esteja muito mais na possibilidade do satisfazer com o deleite de viver as artimanhas da vida, em que o acaso traca passagens intigantes, para além de piadas que ridicularizam o outro.
Escrito por Wilton Garcia às 08:32
Estados de Ser (2011)
Acontece...
O espetáculo Estados de Ser, da Cia Jorge Balbyns, será realizado no Teatro Reynuncio Lima, no Instituto de Artes da UNESP, dia 19 de outubro, quarta-feira, às 20h (metrô Barra Funda). Duração 40 minutos.
Tendo a condição humana como representação dramática, o espetáculo apresenta um corpo cênico que enlaça dança e teatro. São diferentes possibilidades dramatúrgicas: o duplo, o espelhamento, o devaneio.
Em cena, dois bailarinos, uma cadeira, um livro e um par de sapatos representam variações dos Estados de Ser. As personagens se misturam e se confundem, na tentativa de ocupar o espaço alheio.
Ficha técnica
Coordenação: Wilton Garcia
Coreografia: Jorge Luiz Balbyns
Intérpretes criadores: Jorge Luiz Balbyns e Pedro Ribeiro
Produção: Gabriela D’Elia
Agradecimentos
Instituto de Artes da UNESP
Depto de Artes Cênicas, Educação e Fundamentos da Comunicação
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Factash Editora
Escrito por Wilton Garcia às 16:14
Passáro (papel em dobradura, 2011)
VOAR
Deixar que a imaginação pudesse proferir os sentidos da vida, em uma busca assustadora sobre a experiência humana.
O pássaro que me traz tal façanha foi presente da aluna (de design) Andrea, cujas dobras do papel remetem aos desafios de (entre)cruzar caminhos diversos à procura de um estágio ampliado da felicidade. Saudemos a alegria do viver!
Disso, engoli a pílula do amor para efetivar minha passagem fugaz pela rítmica sonora do vento sobrando sobre a copa de uma árvore, em frente ao rio de Minas. Lá eu descansei por dias... a espera desse ato sublime que (re)vela a colheita da alma.
Kd meu iPad?
Escrito por Wilton Garcia às 14:34
Sophia (desenho, cor, 2011)
Presente
Onte, ganhei esse desenho de uma criança linda, chamada Sophia!
Gosto dos tons fibrantes e em contrastes. Das impressões de se divertir com as tintas, a forma abstrata (re)configura a soltura do gesto infantil a testar o limite das figuras, em prol de um desejo: espalhar alegria e se divertir. Como quem brinca com a vida, ela jorra tranquilidade ao mundo.
Sem dúvida, Sophia é uma menina admirável, que sabe cativar as pessoas com a simplicidade de sorrir. E o erê me cativou.
Notadamente, pensei que os astros pudessem retirar o brilho daquele instante, mas consegui observar a grandeza serena de quem busca a felicidade. Para ela, a mágica aparece com a sutileza de comer doces, bater palmas, cantar, dançar e conversar.
Sophia representa a esperança de continuar, mesmo com os atropelos. E ajuda a enfrentar as dificuldades do mundo...
Em festa, ontem foi uma tarde de domingo inesquecível e amanhã será, ainda, melhor.
Saldemos, a inocência das crianças. Salve Cosme e Damião.
Escrito por Wilton Garcia às 12:15
O metrossexual no Brasil
Está pronto mais uma publicação, em formato livro. Trata-se da obra "O metrossexual no Brasil" (Factash/Hagrado, 2011). Imagine pensar consumo, corpo, masculinidade e/ou performance dessa metrossexualidade no Brasil contemporâneo.
O desafio é escrever um texto leve, capaz de instigar o debate sobre a diversidade cultural/sexual no país. Para além da virilidade, são experiências, críticas e sugestões implementadas por estratégias, imagens e subjetividades.
Há um esforço para organizar as ideias acerca do sujeito contemporâneo, em especial no âmbito das representações que circundam aspectos econômicos, identitários, socioculturais e políticas. De fato, o objetivo é estimular uma reflexão a respeito de valores humanos.
Portanto, destina-se para estudantes, pesquisadores, professores e interessados no campo das ciências humanas e sociais, sobretudo nas áreas de artes, comunicação, design, moda, publicidade e tecnologia.
Para interessad@ de plantão: aguarde o lançamento!
Escrito por Wilton Garcia às 16:53
Metrossexual
Acredite se quiser!
Você já viu ou conhece homem que tinge o cabelo e pinta a unha?
Talvez, essa seria uma imagem obliqua, por demais, para se começar um texto. Quem sabe, um enunciado complexo, confuso. Embora, alia-se à cena provocadora que se desponta pela respeitosa autora Rachel de Queiroz: quando se troca lata por prata – remete aos frutíferos equívocos ambivalentes da sociedade no país. De modo antagônico, lata e prata são metais, porém têm valores diferentes.
E sobre a vaidade masculina, atualmente, há um número significativo de homens interessados em cuidar de sua própria aparência física. Muitos percebem que esse cuidar pode trazer ricos benefícios e investem um bom capital nisso.
Será que os papéis identitários – marcados por cultura, representação, sexualidade e gênero – foram invertidos e a sociedade contemporânea assiste à emancipação de uma masculinidade sensível?
Escrito por Wilton Garcia às 16:42
Caleidoscópio
As tecnologias emergentes propõem o desafio de desenvolver a cognição e, ao mesmo tempo, ficar fixado em uma cadeira por horas. Há uma contradição nessa relação - mover/parar - em que se acelera o pensar, mas também se determina uma parada do próprio corpo. A incongruência recalca a emblemática experiência entre agir e fixar. Avançar e parar.
Das (de)marcações performáticas surge a imagem de um movimento gestual cujo enredo traduz a equação de dados entre o sentir e o viver. A corporalidade está em choque. O peso não corresponde à leveza de Calvino, por isso da matéria densa sobra a substância envolvente de uma mera essência no ar etéreo.
A vida pulsa perante a tela e o teclado do computador. A escrita, a imagem, o som: uma ambientação virtual estimula a percepção agitada para colidir freneticamente com o stress e a fadiga. Neste sentido, torna-se fundamental atualizar os arquivos.
Tentei. Vibrei. Como projetar o dorso, me lancei na cena. Pulei bem alto para poder olhar sua margem direita ao fim do túnel na estrada de Mairiporã. Sem muita alteração, havia uma surpresa nessa ousadia picante de observar as coisas do/no mundo. Parecia uma nuvem carregada de luzes, em que cada gesto poderia suportar a alegria de mover. Ativo. Vibrante. Energizado...
O q vc sente hj em dia?
Escrito por Wilton Garcia às 10:06
Flores (foto digital, cor, 2011)
21 dias
As práticas da humanidade colocam o sujeito contemporâneo em constante aflição de temas e debates. O frisson da vida agitada derruba cargos e reagurpa diferentes valores. Um cotidiano acelerado traduz a velocidade das coisas que não param de se mexer. Por isso, a pausa. Um dia de descanso. Uma possível calmaria e/ou quietude para lavar a alma. O que se pode fazer entre um resguardo e um retiro?!
21 dias - um pouco distante das adversidades do mundo - para saudar a beleza de Janaina. Atributos aos orixás (re)velam a condição adaptativa de um ser/estar recorrente no ori e no ayé. Um terreiro, uma gira, um roncó, uma oferenda, uma virada, um xiré. São frutos de uma escolha dedicada ao desafios de seguir em frente: de cabeça erguida.