YOFÁ

Peço licença ao Universo para saudar povo de Zambi... Abro as portas da imaginação e solicito permissão para ativar a linhagem sagrada de Yofá. Eis quem tece um conto enriquecido com sua mágica presença.

Aproveito para reverenciar Canga e Congo. Das festividades, também, lembro a Escrava Anastácia. Por isso, saúdo os povos de pele escura.

Velho Preto é Preto Velho. Como guia de luz, vibram os Mestres conselheiros de amparo e gratidão. Foi Zambi quem lhe trouxe do reinado africano.

Sentado em um tronco, próximo da árvore sagrada de Iróko, paciente ele relembra o cheiro da mata africana. A longa vivência além-mar emana sentimentos de saudade e nostalgia - é o banzo!

Da Mãe África, uma poética viva traduz a cultura dos escravos no Brasil. Por diversos momentos, esquecido na senzala entre sofrimento e descaso, o negro carrega na alma marcas de tristeza da violenta escravidão, reconduzida como amadurecimento e aprendizagem.

São memórias, resquícios, vestígios que fazem a gente se emocionar. E, nessa trajetória, aprendo a agradecer e a esperar a esperança de afeto, bondade, caridade e dádiva.

Salve África!



Escrito por Wilton Garcia às 09:43



emoção (fotografia digital, 2012)


Querência

De um simples gesto no jardim, pode aparecer como fonte, origem, início, começo, criação... uma gênese inspira marcas de afetividades. Está na explosiva sujeição (inter)subjetiva do sujeito - uma manifestação do Eu.

Isso não consegue emergir nem no celular ou muito menos na internet. São graças que o computador não dispõe, mas a comunicação humana consegue captar a contento...

Mandei regar a flor de sua morada para partilhar o afeto de ser encontrado entre as labaredas da cidade grande. O ar não estava morto, era apenas uma cena passageira inscrita para o noticiário do jornal de domingo. Ninguém entendeu que seria o bléfe para desmascarar a cilada vermelha, encontrada sobre os arrepios da guarda - em destaque.

Quem vem lá?



Escrito por Wilton Garcia às 13:37



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 Grafias (experimentação digital, 2012)


 Escrevâncias

 

Andei por caminhos (des)conhecidos. Vaguei por ruas, avenidas e vielas em busca da felicidade e a representação das coisas no mundo... Dos dígitos restam apenas 0 e 1.

Nesse trilhar desenfreado, passos firmes ressaltam andanças e enfrentamentos. Observo obstáculos e/ou vitórias. O que faz meu norte se traduzir em PROSPERIDADE aponta essa saga - de procura a cada instante!

Com o tempo, a experiência remete ao desafio de novas tentativas para consolidar um saber-fazer regado por calmaria. Aos poucos, a jornada se tece na tessitura serena...

Através da janela da chácara, vejo um singelo movimento das folhas das árvores caindo ao chão. Ainda, há paz...

De modo quase poético, tento registrar umas e outras ideias em escrevâncias. Talvez, escrever sobre o cotidiano no weblog pode trazer um (re)significação voraz da vida! Nem sempre os signos expõem, de fato, seus sinais absolutos.



Escrito por Wilton Garcia às 11:10



Versão (fotografia digital, 2012)


A bAnheira do caBrAl

O que promove o prazer pode estar em gestos simples, embora autênticos, personalizados. Entre o desejo e a realização, há uma pulsão que enlouquece o cotidiano, longe das amarras da sociedade. Vive-se em busca disso! Sendo assim, deleite-se com a vida numa deitada em água morna para o corpo ativar as lembranças do (a)feto.

Alguns dias atrás, foi possível atingir um estágio diferente, marcante, cuja situação enuncia a vontade incessante de potencializar, ainda mais, a vida. Estive em uma viagem profunda, que me fez repensar (e reavaliar) meu dia. Talvez, (re)vela-se uma empolgante aproximação do autoconhecer.

O que, de fato, lhe toca?

 



Escrito por Wilton Garcia às 14:37



Lua (fotografia digital, 2010)


Viagem

Como rito de passagem, a viagem remete à troca de informação. Estar em um espaço diferente. Isso faz experimentar algumas novidades oferecidas pelo (novo) destino, que se renova na caminhada. Um passo por vez.

Andar, escolher, selecionar... Escolher possibilidades de imagens e representações, as quais expressam um viver diferenciado - alternativo. Deslocamentos.

Assim, seria se permitir atravessar fronteiras: situações limítrofes. Buscar a cada instante a diferença que emerge entre as novidades inimagináveis! 



Escrito por Wilton Garcia às 16:34



Torre (fotografia, 2010)

 


 (Des)envolvimento

Crescer faz parte da vida de qualquer sujeito, na sujeição (inter)subjetiva do viver. Por isso, vale pensar a vida para prever o que é possível deslanchar como pessoa.

A cada instante urge um efeito emblemático que ajuda a ampliar os horizontes. Mas, para isso, seria ativar a vida com recursos necessários ao próprio querer.

Nasci no mês de fevereiro, em um súbito eufórico - PULSAR -, cujas águas (voláteis e flexíveis) me jogaram para fora; em prol desse meu caminhar. Paradoxalmente, a torre no jardim lá de casa é muito mais que um mero monumento, pois fundamenta e embasa o sentinela.

Diante do ar que respiro, a atmosfera se modifica. Torna-se fascinante a ideia de conseguir me movimentar, em busca do estado latente, que clama a felicidade.

Qual seria seu ideal de futuro? O q vc tem projetado para o desenvolvimento humano?



Escrito por Wilton Garcia às 09:14



Peixe (colagem, 2010)

 


 Hoje

Hoje é um dia importante, pois Kalunga sauda o Mar. Hoje, seria aniversário de uma grande senhora amiga que já se foi. Portanto, tange-se um ar introspectivo.

Também, é dia de mudança. Dia de começar o Ano, a recomeçar uma vida nova. Inaugura-se um caminho, uma jornada. O trilhar de perspectivas positivas...

E, claro que, não seria diferente se não houvesse intervalos para serem superados. Eis uma batalha a ser vencida, a cada dia que desperto para o saber. Mesmo sendo, às vezes, sem querer...

Trata-se de enredar uma máxima e aprofundar efeitos de sentidos de novidades que ocorrem e a expectativa de um futuro melhor. Romper com a barreira do som ao estalar os dedos para chamar as boas energias pra perto.

Vinde o gozo bom daqueles que conseguem dividir seus prêmios em afeto e felicidade à entes queridos. Compartilhar os louros com a fiel e elétrica amizade.

O que vc consegue dividir com o/a outro/a?



Escrito por Wilton Garcia às 15:00



Pedra sobre pedra (fotografia digital, cor, 2012)


Iniciar

O começo é sempre mais difícil quando se pensa em alterar o cotidiano. Isso até a engrenagem ativar o ritmo crescente das turbinas. Na ferrovia, o trem desloca com a facilidade do tempo que ocupa a clareira de cada espaço percorrido, em alta velocidade.

Estamos voando... flutuando - em um designo acelerado - sobre as marcas (des)necessárias para garantir um novo estado de representação das coisas no mundo. Por isso, as pedras no caminho podem garantir a leveza impactante do vento que sopra sobre elas.

Vagar pelas trilhas da imaginação ressalta desafios incongruentes, em que cada lógica se desprende da realidade adquirida na experimentação dos fatos. O que acontece contigo pode desabrochar novas perspectivas inimagináveis. Então, permita que o sol adentre seu próprio interior.

Ontem, foi aniversário da minha amiga/irmã Rosana. E hoje é do primo Ricardo.

Quando será o seu?



Escrito por Wilton Garcia às 08:47



Ticket (imagem digital, 2012)


Começar de novo

Na expectativa de alterar as coisas no mundo, torna-se necessário uma (re)avaliação intrínseca do sujeito. Procurar, internamente, qualquer tipo de resposta às suas questões.

Você pode voar no mundo, mas retorna ao seu referente, como Paraíso Perdido com o tempo.

Daquilo que emerge a partir do imaginário, ressalta-se a imagem!



Escrito por Wilton Garcia às 18:56



 

Esboço digital (cor, 2011)


Acreditar

Atravessar a passagem de Ano Novo com a expectativa de alcançar novos resultados. Também, olhar para trás e avaliar o que foi bom e o que se pode melhorar. Fazer da felicidade uma causa maior.

E, com dignidade, caminhar rumo ao desconhecido. Prumar sobre as ondas do mar, diante do dourado reluzido pelo Deus Sol. Prever o que se pode e aguardar para que a colheita seja, cada vez mais, farta.

Na aventura do Destino, atirar sobre as montanhas em um espaço reservado ao sabor de imagens compartilhadas entre entes queridos. Viajei um dia inteiro com meus irmãos e minha mãe, em busca de um aconchego familiar que pudessse aliviar nosso Ser/Estar. Uma morada de Minas.

Isto é apostar tanto no presente quanto no futuro, sem esquecer o passado.

Q venha o Ano Bom...



Escrito por Wilton Garcia às 10:36



$$$


As compras

Como mágico artifício das marcas que sobrepõem aos produtos, mercado e mídia se juntam para celebrar, cada vez mais, o consumo na sociedade contemporânea. O modo de expor mercadorias e serviços implementa-se tanto pelo marketing quanto pela publicidade, com estratégias eficientes para acelerar a ansiedade das compras. Ironicamente, para ser sujeito basta comprar!

Seria, talvez, um vazio existencial da carência humana, a ser preenchido pela máxima caricatura absurda do frenético descontrole (inter)subjetivo. Longe da satisfação, mas combinado à lógica compulsiva de desafios, as condições adaptativas das regulações representacionais equivalem ao esforço percepto-cognitivo de experiências entre afetividade, desejo e realização.

Por isso, devemos ser mais crítico - para além de uma mera denúncia de valores - a se investigar sobre as coisas no mundo!

Da cultura digital ao uso da internet, estabelece-se uma sofisticação própria da aparência relacional das máquinas a fim de ativar as tecnologias emergentes: computadores, telefones celulares, tablets digitais etc. A compreensão desse tecnológico amplia o vivenciar humano - de modo desgovernado - às diferentes camadas de uma viagem virtual, que (re)configura o sentir.

O q vc vai consumir neste Natal?



Escrito por Wilton Garcia às 09:42



Esboço (2011)


Entre o começo e o fim

O que finaliza uma etapa do destino abre espaço para retomar sua jornada a ser seguida. Em frente, avante, sem parar vamos caminhando...

O término remete ao (re)começo, como ciclo que se acende no movimento de translação e rotação de objetos, contextos, representações, imagens e subjetividades. Não há fim! Na passagem da vida, as portas (de)marcam apenas uma alternativa a ser cumprida. A experimentação permite um destaque: um eixo de fendas: uma hiato, uma lacuna.

Entre aquilo que foi estabelecido e o que pode dividir uma (des)temporalidade imprecisa entre passado, presente e futuro. Zara tempo...

Bobagem achar que ele corresponderia, de fato, ao desafio de acompanhar a aventura do desejo, até no momento de sua morte/sorte. Quem pode contigo? Forte seria deixar de atravessar o amor, pois acidentes e atropelos acontecem!!!



Escrito por Wilton Garcia às 10:02



     

 Fragmentos (tríptico de foto digital, 2011)


11011011

Eis o esforço de tentar contornar, mais uma vez, a intensidade da palavra cantada em gesto. Entre a imagem e o movimento recorrente que enlaçam as palmas das mãos, emerge o enigma dessa presente data - 11.11.11 - que registra a unidade mínima de representação do código binário (0-1), no fluxo de continuidade...

São duas cenas acontecidas nesta semana. A primeira (re)vela uma senhora bem vestida de tons marrom, pedindo esmola em uma rua próxima da Av. Paulista. Em sua loucura, falava de uma perseguição cuja família foi morta pelo vizinho e a procurava naquele instante. Do olhar intenso, estava nervosa com a fala pequena e o descontrole emocional do corpo que tremia. Parece que não pensava. Balbuciava!

Já a segunda cena foi em uma grande livraria, na mesma região, em que uma figura performática numa maquiagem extravagante surge sorrateiramente na mesa de café para pedir ajuda. Em um golpe de frenesi, caminhava pelo estabelecimento em busca de algo perdido entre afeto, carência e relação. Por isso, talvez, deixava se perceber em deslocamento constante. Até ganhou um autógrafo do Pelé.

O q vc tem visto/lido por aí? 



Escrito por Wilton Garcia às 07:17



capa (16x23cm, 2011)


Olá,

Vamos fazer uma grande festa!!!
Dia 10/11, às 18:30h será o lançamento do meu novo livro,
na Livraria Martins Fontes, em São Paulo/SP.

Av. Paulista, 509 - Loja 17 (piso superior).
Conto com sua presença!



Escrito por Wilton Garcia às 18:50



Textura (foto digital, cor, 2011)

 


 No stand up

 Alguém, por favor, pode apagar a luz ao sair no final?

Lamenta-se o descompromisso da/na sociedade contemporânea. Vivencia-se a mediocridade frenética de relaxar e sorrir, em prol de qualquer piada sem graça - aquela considerada, talvez, humor inteligente. Será mesmo?

A superfície da informação toma conta no mundo do riso (falsificado), em que o entretenimento pega carona - na rotina do cotidiano - para tentar transformar a vida em uma mera brincadeira, longe da atitude profissional de um palhaço. Uma mensagem fraca, massificada e superficial parece agradar aos desavisados a gargalhar.

Moro em frente uma casa de espetáculo stand up e observo, frequentemente, a fila de pessoas para entrar. Alguém consome seu dinheiro... E isso não é uma piada. Como a bola da vez, essa poderia ser a diversão do momento!

Então, fico a me perguntar: o que será que as pessoas procuram nesse prazer de debochar da vida alheia? Prezo para que o prazer esteja muito mais na possibilidade do satisfazer com o deleite de viver as artimanhas da vida, em que o acaso traca passagens intigantes, para além de piadas que ridicularizam o outro.



Escrito por Wilton Garcia às 08:32



 




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